Neste quarta, 2 de julho, o “Casarão do Campinho” completou 100 anos – o que pode ser atestado por uma placa em sua fachada, descoberta pela paisagista Suzana Macedo. Ela é uma das 40 pessoas que trabalharam até agora na restauração e revitalização do imóvel construído por Agenor Teixeira da Costa em 1925, um ano após a criação do município de Pedro Leopoldo. Sua neta, Lucinha Alvim, está à frente dos trabalhos, que estão transformando esta edificação histórica em um novo ponto de referência turística da cidade.
“As obras estão bem adiantadas e espero realizar, ainda este ano, a inauguração desse espaço único, que conecta o histórico a conceitos modernos de cultura, arte e lazer. Espero que as pessoas sejam felizes aqui, como eu fui na minha infância e adolescência”, declarou Lucinha, emocionada ao comemorar com a equipe de técnicos e trabalhadores – e um bolo de morangos com chantily – o centenário da casa de seu avô.
“Esta obra é um presente para a cidade e eu me orgulho muito de participar dela”, declarou o engenheiro Evandro Romanelli, o Boró, que, junto ao filho Luiz, são os responsáveis técnicos pela construção. O Casarão do Campinho, exemplar típico das fazendas mineiras do século passado, é um dos poucos imóveis desta época que ainda estão de pé, como testemunha do passado e da trajetória de Pedro Leopoldo.
“A iniciativa de Lucinha, de restaurar o casarão centenário onde ela viveu e transformá-lo em um espaço de eventos e memorial é um grande legado que ela e sua família oferecem para a nossa cidade e é uma honra para nós participar deste projeto”, observa a arquiteta Vanessa Lacerda, que pautou seu trabalho no respeito absoluto às caraterísticas arquitetônicas da construção original – feita com madeira de lei, procedente do desmanche da Fazenda do Engenho Velho, que pertencia à família do Agenor e se situava no distrito do Sumidouro.
A fachada será mantida exatamente como sempre foi. Apenas a disposição interna dos ambientes está sendo modificada, para atender à sua nova destinação: a ideia é transformar o Casarão em um espaço para eventos sociais, culturais e empresariais. Mas muitos dos registros antigos estão lá. Exemplo disso é que, embora tenha sido construído um ambiente novo para cozinha e copa, atendendo às boas práticas sanitárias, a antiga cozinha, com seu fogão à lenha, foi preservada.
Um amplo salão, com capacidade para 170 pessoas, poderá ser usado para diversos fins: festas e congraçamentos, cursos e treinamentos, apresentações, exposições artísticas, lançamentos diversos, reuniões empresariais. A estrutura contará ainda com um confortável apartamento com entrada independente, para que o responsável pelo evento possa descansar ou mesmo passar a noite. O porão está sendo transformado numa adega, de ambiente mais intimista, ideal para encontros de confrarias e degustadores.
O Casarão conta também com dois pátios externos, anexos aos jardins, que poderão ser usados complementarmente ao salão interno ou por aqueles que optarem por um evento exclusivamente ao ar livre. O ambiente ricamente arborizado – ali viceja inclusive um belíssimo bosque de mangueiras – é a moldura para um paisagismo moderno, que resgata o açude que separava a casa da estrada. O cuidado com o passado prevê a restauração da pequena, mas linda capela, anexa à varanda, onde foi realizado, em meados do século passado, o casamento dos pais de Lucinha Alvim.
Confira os fotos, que mostram o casarão antes e depois da obra.















