
Todo mês, ela está na nossa casa para medir o consumo de energia elétrica e entregar a (cada vez mais cara) conta de luz. O único consolo de quem paga muito é que Débora Simone de Jesus, 39 anos, é muito gente boa, de uma educação e alegria à toda prova. Moradora do bairro Santa Tereza, ela trabalha há dez anos numa empresa terceirizada da Cemig, a Holos, medindo os quilowatts-hora e “entregando os presentinhos”, brinca.
Com os aumentos cada vez mais expressivos nas contas da Cemig, perguntamos para Débora se ela está recebendo muita reclamação. “Ah, o que não falta é reclamação; essa conta tá muito cara, eu não gastei isso tudo”, conta a moça, que trabalha em algumas áreas do centro, Cascavel e São Geraldo e, mesmo com o sol a pino, não perde o bom humor. Nem diante da própria conta que, segundo Débora, também está aumentando.


