O lote nesta foto fica na rua Principal e, como vários outros, é o que restou da demolição de uma antiga casa que, mais cedo ou mais tarde, dará lugar a um novo prédio. O dono reformou as lojas que já existiam e colocou-as para alugar. Enquanto isso, o lote se enche de mato, que está crescendo ao lado do entulho ali depositado.
O mais estranho nestas demolições é que elas não perdoam as árvores dos quintais, que é o que nos resta de área verde na cidade – afinal, todo dia se suprime uma árvore nas ruas, mas, com exceção de uma ou outra iniciativa individual, não se vê arborização em grande escala há décadas na cidade. O próprio vereador, hoje secretário, Matheus Utsch, afirmou que, há mais de seis anos, não se planta uma árvore “pública” em Pedro Leopoldo.
Enquanto isso, convivemos com esta fórmula explosiva, que soma entulho, mato e abandono. Um sítio ideal para a proliferação do aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, da zica e da chicungunya, cujas larvas crescem em águas paradas, como as das últimas chuvas. E que estão ali, no lote, acumuladas em recipientes como um bidê azul celeste, que já teve seus dias de glória.
Não é o único lote naquelas cercanias a acumular entulho, à espera dos mosquitos. E é uma pena que as pessoas tenham um trabalho danado para combater a dengue em suas casas nos bairros e corram o risco de adoecer quando vão trabalhar ou fazer compras no centro. Fica a dica para as autoridades.



