

Visitar uma destilaria é um mergulho inesquecível na tradição, mas também na tecnologia e na paixão pelo que se faz. Uma experiência em que é possível sentir o aroma envolvente dos ingredientes em fermentação, ouvir as histórias centenárias por trás de cada barril e observar de perto o cuidadoso processo de produção que transforma ingredientes naturais em uma bebida admirada mundialmente.
Em breve, esta experiência hoje disponível em países como Escócia, Estados Unidos ou Japão, poderá ser vivida em Pedro Leopoldo, com a instalação da nova planta industrial da Lamas Destilaria, que hoje centraliza suas atividades em Matozinhos. Com previsão para iniciar atividades em novembro, a nova fábrica está sendo construída no terreno em que seria instalada a Heineken, próximo à MG 424, e faz parte de uma forte expansão das atividades industriais da empresa.

A Destilaria está priorizando a instalação dos equipamentos que compunham outras duas unidades industriais do grupo – em Jundiaí e Nova Lima, hoje encerradas – e já estão sendo montados em Pedro Leopoldo. Nesta primeira fase, somente a unidade de produção será concluída.
A estrutura final tem previsão de ser concluída em até 18 meses e incluirá o circuito de visitação, previsto no projeto idealizado por Gustavo Penna, um dos maiores arquitetos do país, responsável pela concepção do Expominas, do Memorial de Brumadinho e do Monumento à Liberdade de Imprensa, em Brasília.
Preservação do meio ambiente e beleza paisagística são dois dos destaques do projeto da destilaria, que inclui, além das instalações industriais, também local para degustação, loja, salão de eventos e um bar às margens do belo lago que existe no local. “Os visitantes terão uma experiência extraordinária, não só conhecendo os nossos produtos e a maneira como eles são produzidos, mas também comendo bem nos restaurantes locais, dormindo nos hotéis da cidade e descobrindo aqui oportunidades que não existem em outro lugar”, aponta Márcio Lamas, que é um dos responsáveis pela destilaria, ao lado dos irmãos Marcelo e José Carlos.
“Pedro Leopoldo é uma cidade com todas as vantagens logísticas, como proximidade do aeroporto e da capital Belo Horizonte, rodovia de duas pistas, faculdade, força de trabalho qualificada, boa estrutura de serviços e também um belíssimo patrimônio natural e cultural, ainda bem preservado”, acrescenta Márcio, idealizador do empreendimento.
Algumas características do projeto se sobressaem, como a proposta paisagística do biólogo Joaquim Silva, que, além de arborizar e ajardinar o local, privilegia o chamado ecorreflorestamento, resgatando espécies nativas. A antiga casa da fazenda Manoel Carlos, localizada no terreno da fábrica, tem registros de eventos de 1840 e foi tombada por iniciativa da família Lamas, com o objetivo de contar e preservar a história da região.


Já foram investidos no projeto da fábrica cerca de 60% dos recursos previstos para o empreendimento, que irá gerar 50 empregos diretos, além de centenas de outras ocupações em atividades correlatas como transporte, agências de turismo, hotéis e restaurantes.
Com a instalação da Lamas, Pedro Leopoldo dá um importante passo rumo à diversificação econômica com um projeto industrial inovador, que promete transformar a economia local e atrair novos investimentos. A nova fábrica coloca a cidade no mapa mundial, ao atrair pessoas de vários países para conhecer o processo de fabricação de suas bebidas, que estão avaliadas e premiadas entre as melhores do mundo.
As melhores bebidas do mundo
Um dos produtos Lamas é o uísque Rarus, envelhecido por cinco anos em barris de carvalho americano e finalizado em barris de rum Lamas, o que lhe dá um sabor todo especial, reconhecido pela renomada Jim Murray’s Whisky Bible e servido até em eventos da família real nas representações britânicas nacionais. Em Belo Horizonte, o consulado do Reino Unido já serviu bebidas da Lamas em duas ocasiões históricas: no jubileu de 75 anos da rainha Elizabeth II e, mais recentemente, na posse do rei Charles.


São oito rótulos de uísques, além de edições especiais, produzidos de maneira completamente artesanal, mas seguindo as técnicas mais modernas do mundo. O que valeu aos uísques Lamas vários prêmios internacionais, como medalha de prata no concurso de bartenders, nos EUA, “ouro líquido” na Bíblia do Uísque e medalha de bronze no IWSC.
A garrafa das bebidas Lamas foi premiada em um concurso por seu design, inspirado nas montanhas e minerais mineiros, além de trazer elementos do barroco e tampas com textura de pedra-sabão. Este ano, a bebida teve o reconhecimento dos bartenders, que a apontaram como favorita em artigo publicado pela revista Forbes.
Além dos uísques single malt e estilo Bourbon, exportados para a França, Rússia e Coréia do Sul, a Destilaria Lamas produz atualmente, em sua planta de Matozinhos, rum, cachaça, gim e vodca. Lá também é fabricado o chopp da marca, cuja planta também será mantida e ampliada.


