Nesta terça, 16/12, as novas instalações da Câmara Municipal ficaram pequenas para o expressivo público que compareceu ao lançamento do livro “As aventuras de um gato que gostava de livros”, uma estória escrita pelos membros do Clube de Leitura Era uma vez, em torno de um personagem muito especial, o gatinho Jo-Hi, mascote do grupo. O livro foi publicado com recursos da Lei Aldir Blanc e apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Pedro Leopoldo.
Criado em 2018, desde 2019 o clube conta com a participação de crianças, adolescentes e educadores da Fundação José Hilário de Souza -Funjhos, casa de acolhimento para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, e tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento cognitivo e intelectual de seus participantes, através da análise e discussão dos livros que leem. Com sete anos de existência, o clube já leu cerca de 150 obras infanto-juvenis, de autores consagrados da literatura brasileira e mundial.
Na noite desta terça-feira, os pequenos autores autografaram o livro, que foi distribuído gratuitamente no lançamento. Ana Vitória, de onze anos, disse que adora ler e destaca os livros que mais lhe marcaram: “o Pequeno Príncipe, Alice no País das Maravilhas e Pinóquio”. Já Gabriel, 9 anos, gostou do livro “A bruxa apaixonada e o lobo fujão” e “Frankenstein”, entre vários outros. O pequeno Davi Luiz, também autor, salientou: “ler é muito importante para o nosso futuro”.
O clube conta com o auxílio de voluntários, entre os quais estão professores e alunos da Faculdade de Pedro Leopoldo (FPL). O coordenador do Curso de Direito da instituição, professor Aloísio Vilaça, é um dos fundadores do clube. “A leitura é uma ferramenta de transformação: ela amplia horizontes, fortalece a autoestima e mostra que existem muitos caminhos a serem descobertos. Nossa missão é garantir que essas crianças se reconheçam como protagonistas de suas próprias histórias, capazes de sonhar, imaginar e construir um futuro diferente. Um livro pode parecer pequeno, mas nas mãos delas ele se torna um ato de cuidado, de esperança e de justiça social”, observou o professor.

O diretor da FPL, Eduardo Nassif, acredita que a educação começa muito antes da universidade e que toda criança merece oportunidades reais de desenvolvimento. “Quero que essas crianças saibam que podem contar com a ajuda técnica e voluntária da nossa faculdade — de professores, estudantes e projetos de extensão — para apoiar seu aprendizado, estimular a leitura e fortalecer seus caminhos. Investir nelas é construir uma sociedade mais justa, crítica e humana”, acrescentou.






