Texto de Márcio Barbosa

Novembro de 2025, em Cachoeira Grande ou Cachoeira Das Três Moças, enfim Pedro Leopoldo, numa rua de 182 metros de comprimento.
Após alguns encontros de pessoas ligadas às artes, surge a ideia de formar um grupo para falar de letras, pincéis e formas – e tudo o que der na cabeça. Um lugar onde arte e artistas pudessem se reunir para uma prosa e eis que surge uma ideia que passeia entre uma brincadeira e uma homenagem: um Clube Quase Na Esquina.
Que melhor lugar para uma tarde-noite de bons papos do que na frente ou dentro de um ateliê de arte, nesta pequena rua, antes chamada Rua dos Sapos, denunciando um passado de precariedade, rua de final de cidade?
Mas que esquina seria essa? Seria a esquina de cada um de nós, aquelas em que paramos não para pensar em onde ir, mas no que somos e/ou no que gostaríamos de ser; o que já não volta mais e o que está por vir; do possível, do esperado e, nestes tempos que vivemos, do necessário, diante do desprezo pela cultura e pelo sublime.
Um esforço para chamar outros e outras para “passar pelo bosque e ver mais do que a lenha para a fogueira”. Obrigado, Tolstoi.
Quem sabe, aqui nesta quase esquina, vejamos além do pragmático e da função geográfica, para marcar um encontro com todas as artes e passear por várias esquinas, as esquinas de cada um, que são para todos.


