1º Workshop Retenção de Riquezas reúne lideranças em Pedro Leopoldo

1º Workshop Retenção de Riquezas reúne lideranças em Pedro Leopoldo

Evento promovido pelo Sicoob Credipel, Sebrae Minas e Sistema OCEMG reforça papel estratégico do cooperativismo no desenvolvimento local

O presidente do Sicoob Credipel, João Paulo Martins, ao lado de colegas da cooperativa e lideranças municipais

Com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento local, gerar impacto econômico e ampliar o protagonismo dos municípios na retenção de riquezas, foi realizado no último dia 10 de julho, em Pedro Leopoldo, o 1º Workshop de Retenção de Riquezas. A iniciativa, promovida pelas instituições parceiras Sicoob Credipel, Sebrae Minas e Sistema OCEMG, reuniu lideranças políticas, especialistas em finanças públicas, gestores cooperativistas e representantes de entidades de fomento econômico.

O evento aconteceu no auditório do Tupyguá Hotel e teve como foco estimular práticassustentáveis de desenvolvimento territorial, valorizando a articulação entre o poder público, o
cooperativismo e a comunidade local. O encontro também apresentou casos reais de transformação socioeconômica em diferentes regiões do estado, a partir da organização produtiva e da atuação cooperativa.

A abertura teve a participação de João Paulo Martins, presidente do Conselho de Administração do Sicoob Credipel, e do prefeito de Pedro Leopoldo, Emiliano Braga, que reforçaram a importância de políticas que promovam a circulação de recursos dentro dos próprios municípios.

Cooperativas como motor do desenvolvimento
Durante o workshop, Rafael Silva, diretor de Negócios do Sicoob Credipel, e Alessandro Chaves, gerente de Relações Institucionais do Sicoob Central Crediminas, apresentaram a força do
cooperativismo no Brasil. O sistema Sicoob está presente em 27 unidades da federação, alcança 2.405 municípios, e conta com 4.649 unidades de atendimento, além de 328 cooperativas singulares integradas a 14 cooperativas centrais.

O diretor de Negócios do Sicoob Credipel, Rafael Silva

No contexto regional, o Sicoob Credipel mantém agências em Pedro Leopoldo, Matozinhos,Confins, Lagoa Santa, Jaboticatubas, Vespasiano, Taquaraçu de Minas, Bom Jesus do Amparo, Santana do Riacho e Nova União, reforçando seu papel como instrumento de inclusão financeira e fomento à economia local.

Casos de sucesso e presença institucional
Um dos momentos mais inspiradores do workshop foi a apresentação do case de Santana do Riacho, conduzida pelo prefeito Fernando Bugarelli. Ele relatou o desafio enfrentado pelo município após o fechamento de uma agência bancária tradicional, o que ameaçava a fuga de recursos locais para outras regiões. Diante desse cenário, o Sicoob atendeu à demanda da comunidade e, em parceria com o poder público, garantiu a permanência dos recursos no território, promovendo inclusão financeira e fortalecimento da economia local.

“O Sicoob hoje é a cooperativa que está lá e consegue manter o dinheiro dentro da cidade”, destacou o prefeito, evidenciando o impacto positivo da atuação cooperativista no município. Outro destaque foi a participação de Romeu Lima, analista do Banco Central do Brasil, que abordou o papel dos arranjos locais de crédito e como as administrações municipais podem se beneficiar das oportunidades oferecidas pelo sistema financeiro nacional.

Sebrae e OCEMG: ferramentas para transformar territórios
A analista Lorena Melo, do Sebrae Minas, reforçou a sinergia entre a instituição e o cooperativismo. “Somos a favor do cooperativismo porque ele é muito similar ao propósito do Sebrae”, declarou. Ela destacou iniciativas como o credenciamento de papelarias locais para compras escolares e o apoio ao crédito com aval de até 80% via cooperativas, além do suporte técnico com consultores especializados.

A analista do Sebrae, Lorena Melo

Já Thiago Machado, do Sistema OCEMG, apresentou experiências de sucesso envolvendo catadores de recicláveis, agricultores familiares e produtores artesanais, como o grupo “Sabor do Canto”, formado por ex-moradores de rua em Belo Horizonte, e o recente avanço da produção de queijo com registro formal no Vale do Jequitinhonha. “O ponto de partida é sempre o mesmo: vocês querem aumentar a renda e ter mais independência? ”, provocou Thiago, ao defender a importância de identificar grupos com potencial cooperativo.

Encerramento com reflexão e ação
Fechando o ciclo de conteúdo, o consultor Everton Alves, do Sebrae Minas, destacou que o cooperativismo não é apenas um modelo societário, mas sim um modelo de negócio consolidado, regulado e presente em mais de 98 países. No Brasil, são mais de 1 bilhão de associados a 82 mil cooperativas, com estrutura regulada pelo Banco Central. Ele reforçou que os recursos captados pelas cooperativas são reinvestidos nas próprias comunidades, diferente dos bancos tradicionais.

Everton Alves, do Sebrae Minas

Everton também ressaltou que mais de 41% dos municípios brasileiros já mantêm relacionamento formal com cooperativas, um avanço significativo nos últimos anos. E concluiu com um apelo aos gestores: “Revisem suas políticas de compras e priorizem fornecedores locais. Isso é retenção de riquezas na prática”. Após o encerramento, o evento seguiu com um momento de café e networking, promovendo conexões e articulações para futuras parcerias.

Redação

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