Quando a rua vira palco e a cidade encontra sua voz

Quando a rua vira palco e a cidade encontra sua voz

Em sua segunda edição, Clube Quase Na Esquina se consolida como espaço para o encontro da arte, cultura e cidadania

“Foi bonita a festa, pá”! Teve gente, prosa, suco, salgado e caldo. Alegria! Música, diversão, cultura, arte e cidadania. Povo nas ruas, gente pobre e rica. Negros, brancos e amarelos. Acima de tudo, respeito, pluralidade e diferenças.

O Clube Quase na Esquina cumpriu com o seu papel no último 27 de maio. Foram mais de 100 pessoas que viram e ouviram a Luiza Moreira desfilar o seu talento no teclado e ressaltar que Pedro Leopoldo necessita de um espaço para as artes.

O Marcelo Germano dedilhar o hino nacional na viola caipira e cantar ao lado do seu irmão Amarildo.  A Georgina lançar o abaixo-assinado para que o terreno da Fábrica de Tecidos seja doado para o povo de Pedro Leopoldo, possuidor histórico do local onde surgiu a Cachoeira das Três Moças.

O coral “A Nossa Voz”, da Igreja São Sebastião, com o Márcio Rogério, a Rosângela – que teve a gentileza e a delicadeza de cozinhar um “panelão” de caldo de mandioca para todos os presentes – e da maestrina Ana Cristina, que corroborou as falas da Georgina e soltou a voz por mais incentivo para a cultura da cidade e na expectativa da resolução dos problemas da nossa comunidade.

Teve o Sélio Sena, que pegou o microfone e deu uma aula sobre a história da Rua Esporte. E que bom que os moradores saíram das casas para ouvir, participar e prestigiar o evento, com suas cadeiras, batendo papo e ouvindo o vozeirão do Daniel Barbosa, que veio lá de Matozinhos abrilhantar a nossa quarta-feira.

Por fim, teve o Emerson Carllos e a Patrícia da Banda Trys, que tocaram e cantaram MPB da melhor qualidade e o ateliê do Márcio Barbosa, aberto ao público que entrou e conheceu as suas obras.

Os idealizadores do projeto, Márcio Barbosa e Mateus Borges, com a pianista Luiza Moreira e o vereador de Lagoa Santa Marcelo Monteiro

O Clube Quase na Esquina é arte, cultura e cidadania. Veio para ficar, fazer história e trabalhar pela diversidade na comunidade da qual faz parte.

Nosso próximo evento será em agosto, após a Copa do Mundo, em data a ser confirmada. Sempre em uma quarta-feira. Enquanto isso, vamos assinar o abaixo-assinado que pede aos proprietários do terreno da Fábrica de Tecidos que o doe para o município ali fazer um parque, um espaço de lazer e cultura.

Após a coleta de mil assinaturas, a própria Georgina, como cidadã Pedro-leopoldense, se prontificou, junto com uma comissão a ser formada por cidadãos e cidadãs da cidade, em tentar uma reunião com os proprietários para apresentar a nossa demanda.

O documento para ser assinado se encontra na Galeria de Artes do Márcio Barbosa, na rua Esporte, número 40; no Brechó da Núbia, na rua São Sebastião; e na Igreja Cobertura Cristã de Confissão Reformada, na rua Dr. Neiva, número 42. Tudo no centro de Pedro Leopoldo.

Lutemos pela nossa história! Com cultura, arte, poesia e muito respeito e alegria. Até a próxima! Até agosto!

O Clube Quase Na Esquina veio para ficar!

Matheus Borges

Matheus Campos Borges, Servidor Público Estadual, graduado em Jornalismo e Direito com especialização em Direito Civil e Processo Civil.

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